A Carta do Ceará reconhece o histórico pioneirismo do estado do Ceará no setor energético, desde os primeiros projetos hidrelétricos, passando pela revolução da energia eólica e solar, até a atual liderança em hidrogênio verde e biocombustíveis, reforçando o Ceará como referência nacional e internacional em transição energética.
Seu propósito maior é propor diretrizes para um novo marco regulatório e institucional capaz de garantir uma transição energética justa, sustentável e competitiva no Brasil. A Carta defende pontos centrais como a criação de uma Estratégia Nacional Integrada de transição energética, a ampliação do conceito de modicidade tarifária para incluir custos ambientais e sociais, a implementação de um plano nacional de armazenamento de energia, a remuneração do curtailment, o incentivo à energia eólica offshore, à geração distribuída e ao uso de biocombustíveis e hidrogênio de baixo carbono, além da valorização das universidades e centros de pesquisa como pilares dessa transformação.
Diretoria do Sindienergia/CE no Lançamento da Carta do Ceará
A Carta do Ceará consolidou 13 propostas de ação voltadas ao fortalecimento da transição energética no Brasil. Essas diretrizes expressam o compromisso coletivo do setor em promover um desenvolvimento sustentável, inclusivo e alinhado ao protagonismo do Ceará em energias renováveis.
1. Criar Estratégia Nacional Integrada de Transição Energética, com visão de longo prazo .
2. Estabelecer um Planejamento Energético moderno, incluindo armazenamento e novas tecnologias.
3. Implementar a Tributação Ambiental inteligente, que incentive e financie as tecnologias limpas.
4. Garantir uma Matriz Diversificada, explorando todas as fontes renováveis.
5. Regulamentar e promover Energia Eólica Offshore, com infraestrutura e cadeia produtiva local.
6. Associar expansão offshore à Cultura Oceânica e Economia do Mar, com diálogo comunitário.
7. Reconhecer o papel complementar da Energia Nuclear, agregando firmeza e segurança.
8. Fortalecer a Geração Distribuída, democratizando o acesso à energia solar.
9. Usar Gás Natural, Biogás e e-fuels como combustíveis de transição.
10. Estruturar mercado e regulação para o Hidrogênio de Baixo Carbono, preparando a entrada plena do verde.
11. Consolidar a transição energética como agenda de Desenvolvimento Sustentável, ligada aos ODS.
12. Reforçar que a transição seja justa e inclusiva, reduzindo desigualdades regionais.
13. Valorizar o papel das universidades e centros de pesquisa, que garantem inovação e segurança no sistema.
A Carta do Ceará será compartilhada em todo o Ambiente Institucional do Sindienergia Ceará, fortalecendo o compromisso da entidade com a disseminação das propostas e diretrizes que orientam o futuro da transição energética no estado e no país.
Mobirise